Verão: como aproveitar o sol sem correr riscos

  Dra. Caroline Cividanes   |     Dezembro 15, 2015   |     Oncologia / Dermatologia

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O verão ainda não começou e você provavelmente já fez planos para aproveitar o calor à beira da piscina ou do mar, não é mesmo? Ainda mais em um ano marcado por recordes de alta temperatura na maior parte do país. Não há nada de errado em querer programar uns dias de descanso no clube ou na praia, mas é preciso prestar atenção em como você e sua família aproveita os dias mais quentes.

Não é preciso dizer que o filtro solar é item indispensável do dia a dia, mesmo naqueles em que o sol não reina absoluto. À beira da piscina, ele deve ser aplicado a cada duas horas ou logo depois de sair da água. Mesmo com a aplicação regular do filtro solar, é possível conseguir um bronzeado bonito e, melhor ainda, saudável.

Para isso, basta escolher um protetor solar com um fator protetor entre 20 e 30 para quem tem a pele branca e quer deixá-la mais morena. Vale lembrar que quem fica vermelho com facilidade deve optar por um fator mais alto e dar preferência para os horários com menor incidência de raios UV, como no início da manhã e fim da tarde: uma das vantagens do horário de verão é poder estender o banho de mar até às 19 horas!

O rosto deve ser protegido sempre. Ainda que conquistar a cor do verão seja um desejo, o cuidado com o rosto deve ser mais intensificado, devido à maior sensibilidade da pele. Também é preciso prestar atenção na maneira em como se passa o protetor solar. Geralmente orelhas, pés e mãos são esquecidos o que pode resultar em queimaduras leves ou contribuir - em longo prazo - para diferentes tipos de câncer de pele, como melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular.

Câncer de pele

O câncer de pele não é exclusividade de quem passa muito tempo na areia sem proteção. Trabalhar ou fazer atividades ao ar livre nos horários em que a incidência dos raios solares está mais forte - das 10h às 16h - em longo prazo pode contribuir para o aparecimento de pintas e manchas que podem evoluir para o problema. Por isso, é necessário ficar atento a verrugas ou outros sinais que apareçam na pele e cresçam rapidamente. 

Quando isso acontece, o melhor a fazer é procurar um dermatologista. Existem até alguns aplicativos e outras tecnologias caseiras que dizem ajudar a identificar se a pinta ou a mancha pode evoluir para um câncer, mas nada substitui a consulta a um especialista. Só ele pode realizar os exames necessários, normalmente a retirada e biópsia da pinta ou verruga - e o melhor tratamento a ser feito.

Apesar de ser comum no país, as taxas de mortalidade por câncer de pele são baixas porque costumam ser identificados ainda no começo. Esse tipo de câncer costuma ser fatal para pessoas mais velhas, que por falta de informação ou orientação, acabam deixando a doença avançar. Pessoas com pele mais branca ou com histórico da doença na família devem ter cuidado dobrado com a exposição aos raios UV.

Prevenção

Para se prevenir do problema não é preciso abolir a diversão à beira mar para sempre. Aliás, tomar um pouco de sol todos os dias é saudável e ajuda na absorção da Vitamina D, essencial para a constituição e saúde dos ossos. Para isso, pegue 30 minutos da luz da manhã, entre 7h e 9h. Você pode aproveitar a corrida ou caminhada que faz antes de ir ao trabalho para aproveitar esse tempo. O importante é não exagerar e ficar atento aos sinais que o corpo dá. 

Dra. Caroline Semerdjian Cividanes é dermatologista do H9J.

Dra. Caroline Cividanes

Dra. Caroline Cividanes

Dra. Carolina Cividades é Dermatologista do Hospital 9 de Julho.

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