Conheça mais sobre a micose e saiba como evitá-la!

  Dra Lizandra Machado   |     Março 26, 2018   |     Dermatologia

Para enfrentar as altas temperaturas, nada melhor do que um belo mergulho, não é mesmo? De dezembro a março, milhares de brasileiros vão a praias, rios e piscinas em busca de diversão e frescor.

Por causa da alta concentração de pessoas, do excesso de calor e umidade, das chuvas e do contato intenso com a água, a micose é uma das doenças mais comuns dessa época do ano.

Portanto, fique ligado em algumas medidas simples para combater esse problema.

O que são as micoses?

São infecções causadas por fungos que podem surgir na pele, nas unhas e nos cabelos. Elas se manifestam na cútis de várias formas, dependendo da área do corpo acometida e do tipo do fungo. São exemplos de micoses superficiais frequentes: tinhas, causadas por fungos dermatófitos, candidíases e onicomicoses (infecção da lâmina ungueal por fungos dermatófitos ou por outros fungos, como leveduras).

As micoses são mais frequentes na pele sem pelo, como pés, e nas virilhas. Elas também podem ocorrer no pescoço, na face, nos braços, nas mãos, no tórax e nas pernas. Podem se manifestar como manchas avermelhadas, descamativas, podendo ser únicas ou múltiplas. As bordas das lesões são mais ativas e podem se tornar mais elevadas e mais descamativas. 

A micose dos pés é a mais frequente.  Manifesta-se como pele esbranquiçada e macerada, por vezes com fissuras dolorosas, entre os dedos. Também pode se manifestar como vesículas pruriginosas, ou através da descamação fina dos pés, ou ainda como ressecamento ou espessamento das regiões plantares. 

No couro cabeludo acometem mais frequentemente crianças em idade escolar e podem causar falhas no couro cabeludo, deixando áreas sem cabelos em pequenas zonas circunscritas.

Nas unhas, as micoses podem manifestar-se como um espessamento ou descolamento da unha, por vezes com alterações de cor, em geral de tom esbranquiçado.

As micoses e o verão

As micoses são mais recorrentes no verão porque os fungos causadores se proliferam com mais facilidade em ambientes e objetos úmidos ou molhados. Assim, piscinas, duchas, praias e vestiários são espaços ideais para a reprodução e o contágio desses micro-organismos.

As infecções também se aproveitam de nossa transpiração. Por isso, áreas pouco arejadas do corpo, como virilhas e axilas, tornam-se um alvo certeiro. Como é comum que o suor aumente nessa época, as chances de os fungos atacarem cresce significativamente, principalmente quando vestimos roupas sintéticas ou muito apertadas.

Prevenção e tratamento

A micose é uma doença fácil de contrair, e o tratamento deverá ser iniciado o quanto antes. Nos quadros cutâneos localizados o tratamento de escolha são os antifúngicos de uso tópico em creme, pomada, spray ou loção, aplicados uma a duas vezes ao dia por 15 a 30 dias. Em quadros mais extensos e também em dermatofitose do couro cabeludo, estão indicados antifúngicos sistêmicos.

O ditado “prevenir é melhor do que remediar” encontra, nesse caso, um ótimo exemplo. Evitar o contato com os fungos é mais simples do que tratar a infecção. Então, fique atento a essas dicas:

  • seque bem o corpo após o banho, principalmente as axilas, as virilhas, entre os dedos dos pés e os cabelos;
  • não durma com o cabelo molhado;
  • mantenha suas toalhas e tapetes de banheiro sempre secos e troque-os com frequência;
  • faça uma boa higiene e evite repetir roupas já usadas, especialmente meias, calcinhas e cuecas;
  • fuja de tecidos sintéticos, eles dificultam a respiração da pele;
  • ao praticar exercícios, opte por peças de algodão largas e confortáveis;
  • não compartilhe kits de unha (lixas, alicates, palitos etc);
  • utilize aparelhos de manicure sempre esterilizados; 
  • não compartilhe trajes de banho;
  • ao frequentar vestiários, fique o tempo todo de chinelos para não pisar diretamente no chão;
  • evite andar descalço em ambientes públicos. Quando isso não for possível (como na praia ou na piscina), lave muito bem os pés durante o banho.
  • evite permanecer com roupas úmidas por muitas horas seguidas.
  • utilize preferencialmente meias e roupas íntimas de algodão;
  • observe a pele e o pelo dos seus animais de estimação e procure o veterinário no caso de qualquer alteração no animal, como descamação ou falhas no pelo;
  • não mexa na terra sem usar luva;

Seguindo essas recomendações e observando possíveis sintomas, é possível ficar longe de micoses ou, ainda, identificá-las rapidamente para iniciar o tratamento.

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Dra Lizandra Machado

A Dra. Lizandra Machado é dermatologista do Hospital 9 de Julho.

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