Reposição Hormonal: fazer ou não?

  Érica Oliveira   |     Agosto 1, 2017

Levanta a mão a mulher que está com mais de 45 anos e nunca ficou em dúvida se deveria ou não optar pela terapia hormonal após a chegada da menopausa? Esse é um tema que divide opiniões tanto de pacientes quanto de médicos.

Para tomar uma decisão, antes de tudo é preciso entender mais sobre o processo de transformação que ocorre no organismo feminino, geralmente entre os 45 e 55 anos.

Estamos falando da menopausa, que é definida como a ausência de menstruação (amenorreia) por período igual ou superior a 12 meses. O climatério é o período da vida da mulher no qual ocorre a falência funcional ovariana, o que reduz taxa de fertilidade e produção de hormônios sexuais. Após a menopausa, uma mulher não pode mais engravidar naturalmente.

Existem várias opções disponíveis de tratamento para aliviar os sintomas da menopausa

O interessante é que esse período geralmente não ocorre de repente. A maioria das mulheres experimenta vários anos de mudanças em seus ciclos menstruais antes que eles parem completamente. Durante esse período (também chamado de transição da menopausa ou "perimenopausa"), muitas começam a ter sintomas como ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal e etc.

Isso acontece porque durante a transição para a menopausa, a produção de estrogênio pelos ovários diminui em mais de 90%. Essa diminuição da produção de estrogênio ovariano também pode ocasionar um aumento na ansiedade e depressão durante esta transição, especialmente naqueles que já tinham esses sintomas.

O que é como funciona a reposição hormonal?

Existem várias opções disponíveis de tratamento para aliviar os sintomas da menopausa, incluindo o estrogênio

O estrogênio é o hormônio que alivia os sintomas. Mas é importante reforçar que as mulheres com útero também devem tomar progestagênio (um hormônio tipo progesterona) para prevenir o câncer uterino (de endométrio). Isso porque o estrogênio sozinho pode fazer com que o revestimento interno do útero cresça mais do que o normal. 

Já as mulheres que fizeram histerectomia, ou seja, não possuem útero, podem ser tratadas com estrogênio isolado.

O estrogênio está disponível em muitas formas diferentes: pode ser um adesivo usado na pele, uma pílula oral ou ainda no formato de cremes e sprays que podem ser colocados sobre a pele ou via vaginal.

Estradiol: nova tendência

Uma das tendências que está sendo muito comentada é a utilização do "estradiol" em vez de estrogênios conjugados.

O estradiol é o estrogênio idêntico ao que faz o ovário ao longo da vida reprodutiva. Mas vale sempre conversar com seu médico para vera opinião dele sobre o assunto.

Está em dúvida se a reposição hormonal é realmente segura? Leia no nosso próximo post os riscos e benefícios desse tratamento e sempre valide com seu ginecologista a indicação mais adequada para seu caso.

Érica Oliveira

Nutricionista do Centro de Controle de Peso do Hospital 9 de Julho.

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