A pega da medula: um segundo aniversário para os transplantados

  Dr. Celso Massumoto   |     Dezembro 8, 2016   |     Oncologia / Por Dentro do 9

A luta pela identificação de um doador total ou parcialmente compatível é apenas o primeiro passo para os pacientes que se submetem ao transplante de medula óssea.Após a realização da cirurgia, eles permanecem, em média, um período de 30 dias na unidade de onco-hematologia do hospital.

Cuidados com o paciente

Neste período, os pacientes estão muito debilitados: para aumentar as chances de sucesso no transplante é preciso reduzir drasticamente a imunidade do paciente, para evitar que o organismo rejeite a medula enxertada.

Por isso, os pacientes ficam internados em uma unidade composta por 16 leitos com isolamento e ar filtrado no seu interior. Esse ar filtrado é injetado sob pressão para impedir que o ar de fora entre no recinto. Com isso, temos um ambiente com uma quantidade mínima de bactéria.

Outro sistema inovador disponibilizado pelo H9J é o de tratamento da água que abastece o setor. A água recebe tratamento à base de prata e cobre, o que reduz, consideravelmente, os riscos de infecção.

O grande dia

Quando finalmente detectamos a recuperação da medula enxertada, com a sua função normalizada (ou seja, a produção de sangue no organismo), constatamos que, de fato, ocorreu a “pega da medula”.

Este é um momento muito especial para os pacientes, que estão recuperando de todo o processo e dando um grande passo em direção à cura. Devido à importância, consideramos essa data um segundo aniversário do paciente.

Por isso, nesse dia, há um bolo comemorativo com apoio da área de nutrição do hospital. As enfermeiras cantam parabéns ao paciente, comemorando o sucesso do transplante e celebrando o começo de uma nova vida!

Dr. Celso Massumoto

Dr. Celso Massumoto

Dr. Celso Massumoto é onco-hematologista do Hospital 9 de Julho.

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