Febre Chikungunya: Cuidados e Tratamento

  Dr. Claudio Correa   |     Maio 4, 2017   |     Infectologia

A cada ano vemos aumentar os casos da Febre Chikungunya e com eles as fortes consequências de debilidade gerada pela doença. A mais importante é a dor nas articulações ou juntas.

Causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, a Febre Chikungunya tem a origem de seu nome do idioma africano maconde e cujo significado, não por acaso, é “inclinou-se” ou “contorceu-se de dor”.

Esta era a forma identificada das pessoas acometidas pela doença, desde a sua primeira notificação na África, em 1952.

Sintomas

Apesar de a doença também causar febre alta, cansaço, apatia, são as dores articulares as principais causas de queixas dos pacientes.

É uma dor intensa, muito similar aos quadros de processos inflamatórios reumatológicos, que causam rigidez, perda da flexão do punho, tornozelos e dedos dos pés e mãos. A febre também causa dores musculares.

Como se não bastasse o quadro doloroso, a Chikungunya ainda apresenta caraterísticas de cronicidade, com casos de dor que duram de meses até mais de um ano. Como ainda não há tratamento antiviral específico para a doença, as terapias visam amenizar os sintomas.

Tratando as dores da Febre Chikungunya

Em uma primeira instância são indicados medicamentos com paracetamol de dois a cinco dias em doses que devem ser reduzidas gradativamente.

Já o processo inflamatório crônico deve ser tratado da mesma forma com que trata, por exemplo, a artrite reumatoide (uma doença autoimune crônica).

Dipirona pode ser usado e nos casos refratários fosfato de codeína e tramadol – que é potente opioide.

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Dr. Claudio Correa

Dr. Claudio Corrêa é coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

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