Corrimento vaginal: entenda o que pode significar

  Dra. Thais Farias Koc   |     Setembro 26, 2017

Fui ao banheiro e notei que estou com corrimento vaginal. Isso é normal? É difícil encontrar alguma mulher que nunca tenha passado por esse tipo de situação. Isso porque a quantidade, a textura, o odor e a cor do corrimento podem indicar a presença de problemas de saúde.

Mas não é preciso se desesperar. Veja abaixo o que pode significar cada tipo diferente de corrimento.

Coloração branca ou transparente: secreção vaginal com coloração branca ou transparente, sem cheiro e que não causa irritação ou prurido genital. Nesse caso, o corrimento é considerado normal e se forma pela presença de lactobacilos, não exigindo um tratamento específico.

Coloração branca com aspecto de leite coalhado: esse tipo de corrimento pode indicar candidíase. Causada principalmente pelo fungo Candidaalbicans, costuma dar coceira na vulva ou vaginal. Em geral, a candidíase causa vermelhidão, edema na vulva e dor durante relação sexual e ao urinar.

Coloração branco-acizentado: causada pela bactéria Gardnerellavaginalis, a Vaginose Bacteriana tem como característica a secreção vaginal branco-acinzentada bolhosa, com odor fétido, que lembra o cheiro de peixe. Normalmente, essa doença não tem coceira genital como sintoma.

Gestação, diabetes descompensado, uso de antibióticos ou corticóides, hábitos de higiene e vestuários inadequados (que abafem a região genital e aumentem a umidade local) são os principais fatores de risco. Ocorre em pH 4,5 (mais ácido). O diagnóstico é clínico, mas podem ser feitos exames de secreção (exame a fresco ou cultura de secreção vaginal). O tratamento de parceiros só é recomendado em casos recorrentes.

Coloração amarelada ou esverdeada: a tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonasvaginalis, promove uma secreção amarelada ou esverdeada abundante (às vezes bolhosa e com odor), dor pélvica e durante a relação sexual, ardência ou dificuldade para urinar. O diagnóstico é feito por exame físico, mas pode ser complementado com cultura da secreção. Por ser considerado uma doença sexualmente transmissível (DST), o tratamento do parceiro é fundamental.

O ideal é sempre procurar a orientação médica em qualquer um dos casos. O tratamento das secreções patológicas é individualizado e específico para cada caso, sendo importante a avaliação por especialista.

Guia Prático da Saúde da Mulher

Dra. Thais Farias Koc

Ginecologista especialista em Endometriose, Histeroscopia, Planejamento Familiar e Videolaparoscopia​

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