Conheça os riscos e benefícios da reposição hormonal

  Dra. Thais Farias Koc   |     Setembro 5, 2017

Você acabou de entrar na menopausa e está difícil lidar com as frequentes ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal, não é? Uma das alternativas para driblar esses desconfortos é a reposição hormonal.

Porém, ainda não há consenso médico a respeito desse tratamento que apresenta alguns riscos para a saúde, mas também pode trazer benefícios.

Abaixo, confira os principais destaques sobre o assunto publicado no estudo norte-americano do Women's Health Initiative (WHI):

VANTAGENS DA REPOSIÇÃO HORMONAL

  • Fratura por osteoporose - O risco de quebrar um osso no quadril ou coluna por causa da osteoporose é menor nas mulheres que fazem reposição. 
  • Demência - A reposição não apresentou melhoras significativas na memória. No entanto, alguns especialistas acreditam que o tratamento com estrogênio pode ser útil para prevenir a demência, caso realizado nos primeiros anos após a menopausa (embora isso não esteja comprovado). 
  • Depressão - Muitas mulheres experimentam ansiedade ou depressão durante a transição para a menopausa. Alguns estudos mostram que o tratamento com estrogênio ajuda a melhorar o humor e a diminuir a depressão. No entanto, algumas mulheres precisam ser tratadas tanto com estrogênio quanto com um antidepressivo para se sentir melhor.
  • Problemas do sono - Mulheres perimenopáusicas e pós-menopáusicas têm problemas de sono. Muitas vezes isso ocorrepor conta das ondas de calor à noite, que interferem no sono (suores noturnos). No entanto, elas podem ter problemas para dormir, mesmo que não apresentem esse sintoma. O tratamento com estrógeno é muito eficaz para melhorar o sono em mulheres com suores noturnos.

PONTOS DE ATENÇÃO DA TERAPIA HORMONAL

  • Câncer de mama - existe um pequeno risco aumentado de câncer de mama em mulheres que tomaram terapia combinada com estrogênio-progestágeno, e risco pouco aumentado com uso de estrogênio isolado, ficando mais alto quanto maior o tempo de uso (principalmente acima de 5-10 anos). O risco desaparece após cinco anos do término da terapia.
  • Câncer de endométrio - : existe um risco aumentado de câncer de endométrio em pacientes com útero que fazem terapia isolada com estrogênio, risco esse que não está associado à terapia combinada.
  • Câncer colorretal: há redução no risco de desenvolvimento de câncer colorretal em pacientes usuárias de reposição hormonal, não relacionado ao tempo de uso.
  • Ataque cardíaco e AVC: existem evidências de benefícios cardiovasculares quando a reposição hormonal é iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa (chamado de “janela de oportunidade”). No entanto, há evidências de riscos cardiovasculares quando a terapia hormonal é iniciada tardiamente. Outros fatores como alimentação, presença ou não de obesidade, realização de atividade física e nível também interferem nos efeitos cardiovasculares. Pode haver aumento no risco de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico com tromboembolismo pulmonar (TEP), risco esse não aumentado com uso de terapia isolada de estrogênio.

Por tudo isso, é fundamental sempre buscar a opinião do seu médico. Ele é a única pessoa que pode orientá-lo sobre os procedimentos mais indicados com relação ao seu caso.

Guia Prático da Saúde da Mulher

Dra. Thais Farias Koc

Ginecologista especialista em Endometriose, Histeroscopia, Planejamento Familiar e Videolaparoscopia​

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