Doenças cardiovasculares em mulheres: conheças as mais comuns e previna-se

  Dr. Marcelo Paiva   |     Abril 9, 2015   |     Cardiologia / Clínica da Mulher

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Você sabe qual a principal causa de mortes entre as mulheres? Se pensou em doenças cardiovasculares, acertou. De acordo com a Federação Mundial do Coração, a cada ano mais de 8,6 milhões de mulheres no mundo são vítimas de doenças que afetam o principal órgão do corpo humano.

O autoconhecimento e a informação são ferramentas importantes para diminuição dos riscos de complicações cardíacas, por isso, listamos as principais doenças e como evitá-las:

Infarto do miocárdio

Ainda é a mais grave, com uma média de 3,4 milhões de mortes por ano, somente entre mulheres. Entre elas há um maior risco de complicações no caso do infarto agudo do miocárdio devido a fatores anatômicos e epidemiológicos.

O problema, que ocorre quando uma artéria que irriga o coração fica obstruída, leva à falta de circulação e à consequente morte das células. As mulheres também costumam apresentar sintomas atípicos durante o infarto, o que dificulta o diagnóstico e atrasa o tratamento adequado.

Angina

Normalmente o corpo dá sinais de que algo não vai bem. No caso do coração, um deles é a dor no peito. A dor torácica pode ter diversas causas, por isso, ao primeiro sinal de forte dor no local, deve-se procurar avaliação médica, principalmente na presença de fatores de risco como idade superior aos 50 anos, tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e sedentarismo.

Doenças valvares

O coração possui quatro válvulas, responsáveis pela manutenção do correto fluxo sanguíneo. Se uma destas válvulas não funciona corretamente, o fluxo pode ficar comprometido, causando o sopro cardíaco, falta de ar, dor no peito, entre outras complicações.

Insuficiência cardíaca

Diversas doenças cardiovasculares, se não forem corretamente diagnosticadas e tratadas, podem evoluir para um quadro mais grave: a insuficiência cardíaca, quando o coração tem suas funções comprometidas. O ideal é não chegar à insuficiência, que tem um tratamento mais complexo, podendo ser necessário o transplante cardíaco.

As doenças cardiovasculares em mulheres costumam ser mais graves, por isso, a prevenção é fundamental. Culturalmente, mulheres costumam se consultar frequentemente com o ginecologista, mas não têm o hábito de fazer uma avaliação cardíaca.

Além do acompanhamento periódico, a prática de atividades físicas regulares e uma alimentação balanceada ajudam a prevenir doenças cardíacas. Atividades aeróbicas de 30 minutos, três vezes por semana, são suficientes para manter o coração saudável. Já a alimentação deve conter alta concentração de fibras, vitaminas e minerais e baixa concentração de gorduras, carne vermelha, sal e bebida alcoólica.

Dr. Marcelo Paiva, cardiologista do Centro de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.

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Dr. Marcelo Paiva é Cardiologista do Hospital 9 de Julho.

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