AVC: saiba como se prevenir

  Dr. Antonio Cezar Galvao   |     Janeiro 24, 2017   |     Cardiologia / Neurologia

A cada ano, estima-se que 100 mil mortes sejam causadas por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde.

O número é alarmante, porém o quadro pode ser revertido com adoção de hábitos saudáveis e medidas preventivas, já que estresse, obesidade, abuso de álcool e cigarro estão entre os fatores evitáveis da doença.

 A maior parte dos fatores de risco pode ser evitada, identificada e tratada, como a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade e doenças cardíacas.

Mais conhecido como “derrame”, o AVC é um mal súbito causado pelo entupimento ou rompimento de uma artéria do sistema nervoso central. São essas as variações usadas para classificar os dois tipos de AVC:

Hemorrágico: neste caso, o acidente é causado pelo rompimento de uma artéria ou veia ou um aneurisma, resultando em um sangramento local ou difuso que pode causar um hematoma, aumento da pressão intracraniana e inchaço cerebral.

As principais causas deste problema, que pode afetar tanto idosos como pessoas mais jovens, são a hipertensão arterial, aneurismas cerebrais e problemas na coagulação. Apesar de mais grave, este é o tipo menos comum, correspondendo a 20% dos casos.

Isquêmico: este tipo de AVC é causado pelo entupimento de uma ou mais artérias, interrompendo o fluxo sanguíneo em algumas regiões do cérebro e interferindo nas funções neurológicas. As causas principais são tromboses e embolias.

Este tipo é mais frequente em pessoas mais velhas. Colesterol alto, diabetes, hipertensão arterial, arteriosclerose e cigarro estão entre as causas mais comuns.

Sintomas

Por serem súbitos, os sintomas aparecem de forma rápida e podem variar de acordo com o local da lesão cerebral e com o indivíduo. Além disso, podem aparecer isoladamente ou combinados. Os mais comuns são:

1-) Perda de força nos membros de um dos lados do corpo (ou dos dois lados);

2-) Alteração da sensibilidade ou sensação de formigamento nos membros de um dos lados do corpo;

3-) Perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;

4-) Dores de cabeças intensas e súbitas;

5-) Dificuldade para falar;

6-) Dificuldade de compreender o que outros estão falando;

7-) Perda repentina do equilíbrio e vertigem;

8-) Náuseas e vômito.

Fatores de risco

Algumas das causas de AVC não podem ser modificadas, como idade e predisposição genética. Porém, a maior parte dos fatores de risco pode ser evitada, identificada precocemente e tratada, como a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade e doenças cardíacas.

Alguns hábitos comportamentais também são considerados fatores de risco para o AVC, como o sedentarismo, o consumo de álcool, o tabagismo e o estresse.

Tratamento

Ao identificar um dos sintomas, é importante que o paciente seja imediatamente encaminhado a um recurso de emergência, pois quanto antes for feito o atendimento, menor será o risco de sequelas.

O tratamento imediato do paciente depende da gravidade da lesão e geralmente envolve ações emergenciais para minimizar as sequelas, como trombólise, anticoagulação, uso de antiagregantes e até mesmo cirurgias.

Posteriormente, uma terapia com equipe multidisciplinar composta médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros, será necessária para a reabilitação das funções afetadas.

Dr. Antonio Cezar Galvao

Dr. Antonio Cezar Galvao

Dr. Antônio Cezar Galvão é neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

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